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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Aulas - Fairytale #3


Nesse dia não consegui dormir quase nada. Acordei ás 7 da manhã, tomei banho, vesti-me e maquilhei-me. Agarrei nos livros que estavam em cima da secretária, dei um beijo ao meu pai e saí de casa.

Estava muito sol e tirei os oculos de sol da mala. Estava cheia de sono e o sol a bater-me nos olhos não ajudava nada. Caminhei para a escola e passou-em tudo pela cabeça. O dia de ontem tinha valido por 1 mês, caramba, o mundo é mesmo pequenino.

Contornei a esquina e entrei no meu café habitual, a Bia já estava a minha espera e fui ao balcão pedir um café. A D. Mafalda, querida como sempre, teve a falar comigo enquanto o meu café não saía e até me animou, o que estava dificil devido á minha noite mal dormida.
Pedi um pastel de nata e 2 pastilhas de morango e paguei. Quando me virei para seguir para a mesa vi que o R. estava atrás de mim.
Foi remedio santo, qual café qual quê ! Acordei logo. O meu coração disparou e saiu-me logo um "Olá, bom dia" e feita parva começei a rir e não consegui parar tais eram os nervos. Fui para a mesa e bolisquei-me para parar de rir.
Ele pediu um café e sentou-se com uns amigos, 2 mesas do lado direito da minha. Estava de frente para ele. Bolas bolas bolas! Mas agora ele também frequenta os mesmo sitíos que eu ?! Caramba ... Ele ria-se e olhava para mim. E voltava a rir-se.
Quando estava na hora, levantei-me e fui-me embora muito apressada. Eles os 3 também se levantaram e dirigiram-se para a porta. Não sei porquê, mas como só queria sair dali o mais depressa possivel acabei por sair primeiro, com ele atrás de mim. Ele agarrou-me a cintura! Fiquei a tremer por todo o lado ! Mas afinal qual é a dele de me tar a agarrar a cintura hein ?! Começei a andar mais depressa e ele foi obrigado a largar-me. "Então até logo R."

Quando sentei o rabo na sala até parecia mentira. Senti um alívio enorme. Mas afinal o que é que acabou de se passar ? Ele agarrou-me ?! ... Mas ... porque ? como ? A minha cabeça não estava nada quieta e com a Bia a fazer-me milhares de perguntas pior ainda. Acalmei-me e acabei por lhe contar o que se tinha passado com o R. Ela riu-se. Mas rui-se mesmo muito. Ao ponto de eu ter que a aleijar para ver se a calava. Achou a história muito gira e fartou-se de me gozar.

Dei o dia por terminado e até á ultima aula não havia sinais dele. Optimo optimo. Fui para casa.
Quando cheguei, liguei o Pc e depois o msn e Hi5. Meti uma musica e começei a arrumar a bagunça á qual chamo quarto. Nisto, oiço aquele toquezinho irritante do msn. Não liguei e continuei a arrumar, por algum motivo aquilo estava em "Ausente". Mas o toquezinho irritante não parava de tocar e quem já estava a ficar irritada era eu. Fui ver quem era.

Era o R. Começou a falar comigo e deixei o quarto por arrumar. Lembrei-me das conversas que tinhamos e da maneira como ele é. Encantei-me outra vez. Sempre adorei como ele utiliza imensos smiles para se mostrar convincente e como de uma só vez escreve imenso e fica 10 minutos sem dizer nada. É parvo eu sei.

Desliguei a net, eram 2 da manhã.

domingo, 9 de janeiro de 2011

O choque - Fairytale #2


Sim fiquei bem, não desmaiei nem nada. Mas naquele momento aptecia-me pelo menos enfiar-me num buraquinho. Ele riu-se, uma gargalhada que deu gosto ouvir. Aproximou-se e perguntou se estava tudo bem. Disse que sim e perguntei como ele estava. Ele respondeu que sim.


Sentia o corpo a latejar tais eram os nervos que tinha, o calor na pele parecia queimar-me. Ele aproximava-se. Escorriam gotas de suor nas minhas costas e o cabelo esvoaçava. "Nothing else metters" tocava ao meu ouvido, as folhas esvoaçavam nas árvores e sentia o ar a entrar-me nos pulmões e encher-me de vida. O sangue a passar-me nas veias e os olhos transmitiam-me sem parar a imagem dos olhos dele a aproximar-se. Senti o cheiro dele. Beijou-me a face. Os lábios dele tocaram-me e electrocutaram-me o corpo. Foi-se embora. Não falei, não respirei, não senti, vivi apenas.

O toque de falta encheu-me os ouvidos e substituiu a guitarra electrica. Respirei profundamente e fui para a sala.

Tive aulas, mas não prestei atenção a nenhuma delas. Não podia acreditar no que me tinha acontecido. Fui pra casa e durante o caminho só olhei para os meus all stars.


Quando cheguei, liguei o PC e fui confirmar. Caiu-me tudo outra vez. Fiquei de queixo caido e roguei pragas a mim mesma. Como é que uma pessoa consegue ser assim tão cega?
Aquele rapaz simpatico que trocava mensagens comigo no Hi5 era o R.

Burra burra burra ! Nunca me passou pela cabeça ir ver as fotos dele com atenção. Não admira que ele se ri-se á gargalhada. E andava na minha escola. E agora como é que eu ia entrar lá dentro ? como ? que vergonha. Desabafamos um com o outro, contei-lhe os meus problemas ... e agora?

E pior ainda ! Tinha uma mensagem dele por ler ! Abri a mensagem e tinha o endereço electrónico dele. Começaram as dúvidas, as perguntas e os suores frios. Adiciono ou não adiciono? A minha mão estava fria, suada e tremia. Caramba, ele era mesmo giro e ainda por cima sei que ele é genuinamente simpatico. Aii. E agora? Aii que se lixe.


Adicionei-o.

Como é que a Maria conheceu o R. - Fairytale #1


A Maria e o R conhecem-se há 4 anos. Conheceram-se na escola, quando o R estava prestes a sair a Maria tinha acabado de entrar. Conheci-o no banco em frente ao departamento de artes, quando ele estava deitado, com oculos de sol, phones nos ouvidos a tentar compensar uma noite mal dormida. Olhei para ele e fui-lhe falar pensando que era outra pessoa. Estava muito sol, dei-lhe um beijo na testa e disse : "Olá Pedro ! "

Para mal dos meus pecados o Pedro, não era o Pedro. E pensando eu que estava a falar com o Pedro de 1.75 m, não, tinha acabado de dar um beijo na testa a um gajo que não conhecia de lado nenhum, que tinha 1.87 m, coisa pouca portanto.

Dei um pulo para trás e pensei "Merda, merda, merda ! "

Ele riu-se, levantou-se, sentou-se. Riu-se outra vez. Olhou para mim e voltou a rir-se. "Olá Maria"

Mas como raio é que ele sabia o meu nome ? Verdade é que ele não me era nada estranho, mas não fazia a minima ideia de onde é que possivelmente o podia conhecer. A Bia afastou-se e disse que ia para a aula. Deixou-me ali, sozinha e abandonada com o gajo que tinha acabado de beijar na testa e que se estava a rir para mim. Ele levantou-se e tirou os oculos. Riu-se e olhou para mim. Não percebi o motivo pelo qual ele tanto se ria. Só depois é que percebi. E nesse momento, nesse momento levei um tiro.